terça-feira, 20 de setembro de 2011

Tudo pode ficar pior…

Esta semana recebi a carta de um leitor que "era feliz e não sabia".
Veja o relato. "... Conheci a Marcia há seis meses e nos apaixonamos, perdidamente. Foi amor à primeira vista — daqueles que não paramos sequer para analisar o que, de fato, está acontecendo. Foi tudo tão rápido que não me dei conta do problema. Ela estava em outro relacionamento, quando começamos a nos relacionar. A questão é que alguns meses depois de começarmos, ela se separou. E, então, imediatamente, veio morar na minha casa! Hoje, eu entendo o quanto essa decisão foi prematura. Queimamos todas as etapas. Não namoramos, não nos conhecemos e, de repente, estamos juntos. Quero minha vida de volta! Não sei o que fazer..."
E, então, como você pode ver leitor, tudo pode ficar pior! Imagine você entrar em uma relação assim, sem pé nem cabeça. De repente, do nada, você está lá — casado — e, nem bem conhece sua parceira.
Então, o que fazer?! Pois é, o que fazer?! Tenho uma amiga que viveu algo parecido. Namorava com um rapaz e ele precisava de um espaço para morar enquanto seu apartamento era reformado. Ela mais do que depressa ofereceu sua casa.
Bem, uma semana depois, estava vivendo o inferno, na terra. Eles não se entendiam. Possuíam ritmos diferentes. Interesses diferentes. Valores diferentes. Quando ele começou a receber seus amigos na casa dela — bem, aí foi demais! Vocês acreditam?!
É, acontece.
Por isso, entendo ser mesmo importante o diálogo e o tempo que passamos para conhecer e entender melhor o outro, antes do SIM. Muitos casais dialogam, constroem um contrato com regras e promessas — pode parecer antigo — mas funciona.
Enfim, depois do leite derramado, o que fazer?! Se, de repente, você se viu "casado", sem nem ter ido à festa, se aconteceu com você ou com alguém que conhece, não há muito a fazer, a não ser abrir o jogo. Em situações como essa, infelizmente, não temos como delegar para qualquer outro a tarefa de deixar tudo como estava.
Assim, como decidimos incluir o outro, vamos ter que fazer o caminho de volta, e o quanto mais claro estiver para um e outro, melhor. Quem sabe, assim, consigamos passar pelo problema e manter a amizade?! Quem sabe até retomar a relação em outro momento, num outro formato?
A vida a dois, realmente, demanda renúncias, concessões, ajustes... Só quem já viveu pode testemunhar.
Talvez, por isso, precisa ser bem planejada, para não gerar falsas expectativas.
Em alguns momentos, por mais "tradicional" que isso possa parecer, o caminhar de forma pensada, organizada e planejada ainda pode ser o melhor a fazer.
Que conselhos você daria para esse leitor? O que faria? Comente, você pode também ajudar alguém com sua história. Até breve!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Dá para mudar o outro?

Dá para mudar o outro?
É, por incrível que pareça, ainda há muita gente achando que sim. Que dá para mudar, salvar, resgatar, fazer do outro um fantoche que estará lá para nosso bel-prazer. Muitos que pensam que podem mudar o que o outro pensa, sente, quer. Outros, ainda, juram que conseguem fazer o outro dançar a sua música.
Há verdadeiros prodígios nessa categoria. Pessoas que acham que o outro que nunca gostou de dançar, agora gosta. Que nunca gostou de ler, agora lê. Que nunca, nunca quis ser meloso, agora é um mimo...
Será?
Qual é o verdadeiro EU? O que é real e o que é interpretação de um papel?
Nesta semana, ao ler a carta de uma leitora, isso ficou muito claro. Bem, pelo menos para mim, que estava de fora da situação. De fato, ela me fez lembrar de um relacionamento meu de muito tempo atrás.
Eu era ainda muito jovem e me apaixonei por um colega da faculdade. Ele era durão, difícil, introspectivo e, quando começamos — como num passe de mágica —, ele se mostrou descontraído, divertido, falante, até dançante, e me acompanhava em tudo. Fazia de tudo para me agradar. Até que as coisas ficaram mais sérias e ele aos poucos foi voltando ao que sempre foi.
Um dia, então infeliz, eu perguntei para minha terapeuta: "Escuta, por que ele mudou tanto? Por que se transformou nisso? Não gosta de dançar, não gosta de sair, não me acompanha em nada, não dá demonstrações de amor, fica o tempo todo na dele. Está lá na verdade, mas é como se não estivesse...
Então, a resposta — que veio para mim na época como uma facada: "Você não está entendendo. Ele sempre foi assim. Quando vocês começaram, ele usou uma máscara e, agora que já a conquistou, não precisa mais. Pode ser quem é. E, queira você ou não, a essência nesse caso fala mais alto. Ele é isso...!"
UAU! Difícil de entender!
Como foi difícil compreender que ninguém muda porque queremos ou decidimos. Ninguém muda porque investimos e mostramos para ele um mundo que para nós é colorido. Ninguém muda se não quiser, ou, em alguns casos, se não puder.
Experimente você mudar. Experimente mudar um xampu, um condicionador. Experimente mudar seu café da manhã. Inclua uma fruta, um cereal, faça qualquer movimento e me fale: É FÁCIL? DÁ PARA MANTER?
Pois é. Muitas vezes não dá. Tendemos a voltar para nosso próprio estilão. Nosso jeitão. Fazemos as coisas como nós queremos e gostamos — mesmo sabedores de que nem sempre escolhemos o melhor. É da vida.

COMO MOTIVAR O SEXO OPOSTO

Séculos antes dos marcianos e das venusianas se encontrarem eles foram muito felizes vivendo em
seus mundos separados. Até que, um dia, tudo mudou. Os marcianos e as venusianas, em seus respectivos
planetas, de repente, caíram em depressão. Foi essa depressão, entretanto, que os motivou
a eventualmente se encontrarem.
Entender os segredos da sua transformação nos ajudará hoje a reconhecer como homens e
mulheres ficam motivados de maneiras diferentes. Com essa nova consciência, você estará mais
bem preparado para apoiar seu parceiro, bem como receber o apoio de que precisa em momentos
difíceis e estressantes. Voltemos no tempo para testemunharmos o que aconteceu.
Quando os marcianos caíram em depressão, todos no planeta deixaram as cidades e seguiram
para suas cavernas, ficando lá por muito tempo. Permaneceram lá e não podiam sair, até que
um dia um marciano viu de relance uma linda venusiana através do seu telescópio. Como ele rapidamente
partilhou seu telescópio, a visão desses lindos seres inspirou os marcianos, e sua depressão
miraculosamente acabou. De repente eles se sentiram necessários. Eles saíram de suas cavernas e
começaram a construir uma frota de naves espaciais para voarem até Vênus.
Quando as venusianas caíram em depressão, para se sentirem melhor, elas formaram círculos
e começaram a conversar umas com as outras sobre seus problemas. Mas parecia que isso não
aliviava a depressão. Elas continuaram deprimidas por um longo tempo até que, pela sua intuição,
elas experimentaram uma visão. Seres fortes e maravilhosos (os marcianos) estariam vindo cruzando
o universo para amá- las, servi- las e apoiá- las. De repente elas se sentiram acalentadas. Como
elas partilharam sua visão, sua depressão acabou, e elas alegremente começaram a preparar a chegada
dos marcianos.
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Os homens ficam motivados e fortalecidos
quando se sentem necessários.
As mulheres ficam motivadas e com autoridade
quando se sentem acalentadas.
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Os segredos da motivação ainda são aplicáveis. Os homens ficam motivados e fortalecidos
quando se sentem necessários. Quando um homem não se sente necessário, ele gradualmente se
torna passivo e com menos energia; a cada dia que passa tem menos a dar ao relacionamento. Por
outro lado, quando sente que há confiança de que ele fará o melhor para satisfazer as necessidades
dela e que é apreciado pelos seus esforços, ele se sente fortalecido e tem mais a dar.
Como as venusianas, as mulheres ficam motivadas e fortalecidas quando se sentem acalentadas.
Quando uma mulher não se sente acalentada num relaciona mento, ela pouco a pouco se torna
compulsivamente responsável e exausta por se dar tanto. Por outro lado, quando sente que ele se
importa e que é respeitada, ela se satisfaz e tem mais para dar também.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Dois idênticos ou dois opostos? Qual é a escolha?

O que você faria se pudesse escolher? Dois idênticos ou dois opostos? O que, em sua opinião, funciona melhor? O que dá mais certo em uma relação de amor?
Quando colocado dessa forma, eu diria a você que não há resposta certa quando a questão é relacionamento. Há, sim, o que funciona para o casal. Mas por que não refletir sobre essa que é uma questão importante? Então vamos lá!
Quando escolhemos outro que tem o nosso mesmo padrão de comportamento, as chances de a relação dar certo é maior. Gostamos de coisas parecidas. Fazemos os mesmos programas. Respeitamos as mesmas crenças. Somos, afinal, da mesma espécie. O problema aqui está no ter de olhar todo o tempo para o ESPELHO, e isso, por vezes, é insuportável. Como diz uma amiga: "Passar o tempo pisando em ovos é um desgaste só...". Então, se essa for sua escolha, atenção: melhor mesmo é se expressar. Falar todo o tempo como se sente, como é tocada pelo que o outro faz; e ele, como idêntico, irá entender. Então, a relação tende a ser um mar de rosas...
Na contramão, se decidirmos escolher outro — oposto — atenção: As chances de crescimento, aprendizado e evolução são imensas. Até porque trazemos para nossa vida tudo o que não temos, desconhecemos. Então, VIVA! A atração é quase fatal. Nos encantamos num PRIMEIRO MOMENTO. E é bom que isso fique claro: NUM PRIMEIRO MOMENTO. Sim, porque, no segundo momento começam as cobranças. Se gostamos de dançar e o outro não, ele é um chato. Se gostamos de ouvir música com som alto e outro não, ele é insuportável, e por aí vai... Então, se nos pegamos aos detalhes, imagine o que será a relação a médio e longo prazo! Agora, então, a questão é terminar? Não. A questão é aprender a negociar. Conceder. Sustentar suas escolhas com o que tem de melhor.
O relacionar-se afinal é uma arte. E o respeito à diversidade e ao "jeitão" do outro é a única forma de evoluir. Pecamos quando imaginamos a relação como uma simbiose, uma fusão, e isso, saibam, MATA. Acaba com o amor, com a possibilidade de dar certo.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Introdução...

            "Imagine que os homens são de Marte e as mulheres de Vênus. Um dia, há muito tempo, os marcianos, olhando através de seus telescópios, descobriram as venusianas. Bastou uma olhadela nas venusianas para despertar  sentimentos desconhecidos até então. Eles se apaixonaram e rapidamente inventaram a viagem espacial e voaram até Vênus.
                 As venusianas receberam os marcianos de braços abertos. Elas sabiam intuitivamente que esse dia iria chegar. Seus corações se abriram para um amor que nunca tinham sentido antes.
              O amor entre as venusianas e os marcianos era mágico. Eles se deliciavam em estar juntos, fazer coisas juntos e participar juntos. Apesar de serem de mundos diferentes, eles se divertiamcom suas diferenças. Passaram meses aprendendo um sobre o outro, explorando e apreciando suas necessidades, preferências e padrões de comportamento diferentes. Por anos seguidos viveram juntos em amor e harmonia.
              Aí eles decidiram voar para a Terra. No começo tudo era maravilhoso e lindo. Mas os efeitos da atmosfera da Terra assumiram o controle, e certa manhã todos acordaram com um tipo peculiar de amnésia ? a amnésia seletiva!
               Tanto os marcianos quanto as venusianas esqueceram que eram de planetas diferentes e que deviam ser diferentes. Naquela manhã tudo o que tinham aprendido sobre suas diferenças foi apagado de sua memória. E desde esse dia homens e mulheres têm vivido em conflito".


            Não é dificil nos enquadrar nessa "amnésia seletiva", que nada mais é do que a escolha do parceiro ideal. Entretanto, há que se lembrar que, cada ser é diferente do outro e, portanto, essa "escolha do parceiro ideal" também varia conforme as diferenças, tanto fisicas, quanto culturais.
             Os padrões esteticos hoje em dia, ultrapassa o senso da boa saúde e muitas pessoas, no desejo de se enquadrar nos padroes de beleza e arrancar suspiros, acabam se prejudicando.
              E o mais preocupante é o fato de não terem um motivo relevante para tais desejos, a não ser, causar suspiros e invejas nas demais.
          Há também, culpa neste empreendimento, a politica consumeirista, pois, nas propagandas na Tv, outdoors, revistas, so deparamos com mulheres e homens modelados esteticamente, mesmo que por photoshop, aguçando mais a vontade de ter um corpo igual ao delas.

             Temos que refletirmos sobre tal fato, posto que, a cada dia que passa, mais e mais pessoas adquirem doenças, principalmente psicologicas, no intuito, quero dizer, na ansia de se ver sempre nos padroes de beleza.

            Homens são de Marte... Mulheres são de Vênus... o verdadeiro sentido, está na possibilidade de amar incondicionalmente um ao outro, buscando a harmonia, o conhecimento e o mais importante, a felicidade...